Cirurgia Hepatobiliopancreática

Cirurgia Hepatobiliopancreática é um ramo da cirurgia do aparelho digestivo, que dedica-se ao tratamento de doenças benignas ou malignas do fígado, vias bilares e pâncreas. Consiste num grupo grande  e desafiador de complexos procedimentos cirúrgicos, que exigem alto grau de especialização e habilidade.
 

As resseções hepáticas laparoscópicas são hoje consideradas uma opção segura, tanto para tratamento de lesões malignas como benignas, de pequena a média dimensão e localizadas nos segmentos 2 a 6 do fígado. É possível obter com esta abordagem minimamente invasiva resultados oncológicos semelhantes aos da via aberta e o pós-operatório é, geralmente, mais favorável.

 

O recurso à cirurgia robótica nas resseções hepáticas tem um futuro promissor. Com efeito, o recurso a esta tecnologia permite ultrapassar algumas limitações da laparoscopia convencional relativas à dimensão e à localização das lesões, devido à melhor visualização e aos instrumentos com articulação intracorporal.

 

Nesse grupo de cirurgias são realizados os tratamentos de doenças benignas e malignas, tais como:

 

Nódulos hepáticos (nódulos benignos e hepatocarcinoma). O hepatocarcinoma é o câncer primário do fígado. O câncer é derivado das principais células do fígado, os hepatócitos. Como os demais cânceres, surge quando há uma mutação nos genes de uma célula que a faz se multiplicar desordenadamente.

 

Essa mutação pode ser causada por algum agente externo (como o vírus da hepatite B) ou pelo excesso de multiplicações das células, o que aumenta o risco de surgimento de erros na duplicação dos genes. O hepatocarcinoma é caracteristicamente agressivo.

 

Cistos hepáticos: O cisto hepático é definido como uma pequena bolha que surge na parte interna do fígado. Embora pequena, a bolha contém em seu interior um líquido ou um material viscoso, mais grosso, jamais sendo vazia. É muito comum que os cistos surjam na parte externa do corpo, também por causas diversas, mas recebem este nome específico quando aparecem dentro do fígado.

 

Estima-se que cerca de 5% da população brasileira já tenha apresentado um cisto hepático e já tenha feito o tratamento em algum momento de sua vida.

 

Câncer de vesícula biliar: O câncer de vesícula biliar é um problema raro e grave que afeta a vesícula biliar, um pequeno órgão do trato gastrointestinal que armazena a bile, liberando-a durante a digestão.

 

Normalmente, o câncer de vesícula biliar não provoca qualquer tipo de sintoma e, por isso, em muitos casos, é diagnosticado em fases muito avançadas, quando já afetou outros órgãos como o fígado.

 

O câncer de vesícula tem cura quando o seu tratamento é iniciado precocemente com cirurgia, para eliminar todas as células tumorais e impedir a sua propagação para outros órgãos.

 

Câncer de via biliar (colangiocarcinoma): O câncer das vias biliares é raro e resulta do crescimento de um tumor nos canais que conduzem a bile produzida no fígado para a vesícula biliar. A bile é um líquido importante na digestão, pois ajuda a dissolver as gorduras ingeridas nas refeições.

 

Cistos de pâncreas (benignos e malignos): Os cistos que podem aparecer nesta área, geralmente não apresentam quaisquer tipos de sintomas quando estão se iniciando, e alguns podem nem precisar de tratamento. Já os casos mais graves, devem ser avaliados criteriosamente por um médico já que podem ser cistos malignos. Os cistos pancreáticos são mais comuns em pessoas que já possuem uma doença preexistente no local. Por exemplo, pode se relacionar a alguém que já teve um caso de pancreatite, diabetes, entre outras.