Colectomia Laparoscópica

Hoje, a medicina tem oferecido recursos avançados para o tratamento cirúrgico minimamente invasivo com vantagens importantes para a recuperação do paciente. A laparoscopia é um deles. Indicada para o tratamento de tumores raros do intestino grosso, esta terapia atual também tem sido empregada com sucesso na colectomia (remoção do cólon intestinal). Assim, a Colectomia Laparoscópica tem auxiliado no tratamento de patologias como câncer no reto, pólipos que não podem ser removidos por colonoscopia, hemorragia digestiva baixa, diverticulite, obstrução intestinal, doença inflamatória intestinal e megacólon.

Diante de tais patologias que afetam o cólon (órgão com cerca de 1 metro de comprimento, em formato de tubo, revestido internamente por uma parede muito lisa  - a mucosa) a colectomia é a cirurgia mais indicada para remover a totalidade ou parte da estrutura afetada. Na grande maioria das vezes é possível retirar um segmento e reconectar as duas partes do intestino. Porém,  pode ser necessária a confecção de uma ostomia (abertura na  parede do intestino para os resíduos poderem ser eliminados através de uma bolsa na parede abdominal). Geralmente esta é uma situação temporária adotada para permitir a melhor cicatrização dos tecidos, sendo fechada após alguns meses.

Uma vez definida a necessidade de realização da colectomia laparoscópica, a cirurgia minimamente invasiva envolve a utilização de múltiplos trocateres (tubos finos) que são colocados na área intra-abdominal através de 3 a 5 pequenas incisões. Estas incisões são geralmente menores que  5 centímetros. Espaço suficiente para que uma câmera seja introduzida através de um dos trocateres (tubos) e um gás (dióxido de carbono) seja utilizado para lentamente inflar o abdome do paciente.

Estes recursos permitem que a equipe cirúrgica visualize o interior do abdome por um monitor e que instrumentos especializados sejam colocados pelos trocateres para executar a operação. Para a cirurgia do cólon, uma das incisões é ampliada para remover a peça de cólon (área afetada pela patologia). O procedimento é realizado sob anestesia geral.

Inúmeras vantagens se apresentam no emprego da técnica de colectomia laparoscópica em relação ao procedimento convencional (colectomia aberta). Os resultados são diferentes para cada procedimento e para cada paciente. Porém, entre as vantagens comumente observadas após o emprego da cirurgia minimamente invasiva coloretal podemos citar: menor tempo de internação, menor tempo de recuperação, menos dor nas incisões, retorno mais rápido à dieta normal, retorno mais rápido ao trabalho ou atividade normal, melhor aspecto estético do paciente.

A maioria dos pacientes pode ser submetida a uma cirurgia laparoscópica ou minimamente invasiva. No entanto, algumas condições podem não permitir este tipo de procedimento, tais como uma cirurgia abdominal anterior, tumores muito avançados, obesidade,  variações na anatomia ou ainda doenças avançadas do pulmão, coração ou rins.